este blog está tentando se adaptar ao acordo ortográfico – mas está bem difícil!
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e para algo completamente novo:
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novo endereço
aos amigos, peço que:
vão até http://www.agoraeunaoera.com.br/
e lembrem daqui também.
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“agora eu era: corte 1″ no teatro do beco

atenção, atenção!
muito importante!
uma peça com texto meu está em cartaz!
o que? “Agora eu era: corte 1″
onde? Porão do Beco (Av. Independência, 936)
quando? Sextas 1, 8 e 15 de maio – 21h (mas pode chegar pra tomar uma cerveja a partir das 20h)
quanto? 12 reais, ingressos no local
O “grupo vai! cia de teatro” surge de uma vontade de investigar temas ligados a opressões sociais através da linguagem teatral. Em 2008, inicia um processo de criação dramática inspirado no método de Augusto Boal, o Teatro do Oprimido, e começa os ensaios de uma peça em que assistimos conflitos de família reveladores de intolerâncias, preconceitos e incompreensões.
“Agora eu era: corte 1″ leva ao palco do Beco um vislumbre dos experimentos feitos em busca da construção dos personagens e conflitos desta história, aquilo que está por trás da encenação, seus climas e subtextos. Nesta busca, os atores são também autores e o drama surge de suas imagens.
Agora eu era eu. Agora eu era outro. Agora eu não era. Agora eu era uma peça de teatro. Agora eu era um experimento, um corte: 1.
O “grupo vai! cia de teatro” agora era assim: atores investigando a diferença. Um instantâneo de uma obra em processo.
direção: João Pedro Madureira
assistência de direção: Vinícius Meneguzzi
elenco: Lucas Sampaio, Rafael Régoli, Sofia Ferreira e Vinícius Meneguzzi
texto: Maria Luiza Sá e Madureira e o grupo
iluminação: Mariana Terra
videos: Romy Pocztaruk
pesquisa de trilha sonora: João Pedro Madureira
direção de produção: Laura Leão
grupo vai! http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=15418107712491870758
o doutor me apoia
para aqueles que ainda não se convenceram, eis alguns motivos para não frequentar aulas:
Arquivado em assuntos sérios, contemporaneidade, educação
a mesma
a mesma mulher:
que está encantada com borges, achando que toda a filosofia converge para seus contos; que teve lygia fagundes telles como grande incentivadora, embora tenha apenas dado um abraço nela; que gosta de techno e acha que seria muito mais feliz se vivesse em uma cidade na qual pudesse dançar uma vez por semana ao som de dave the drummer; que tem sérias dificuldades em se sentir bem com muita gente em volta, embora cultive grandes e bons amigos; que é considerada muito crítica pelos amigos; que sabe fazer estrelinha & espacato; que está sempre maquiada e acha que pra ficar bonita tem que sofrer (um pouco); que adora a família, ainda que se entedie nos aniversários dos primos; que tem dificuldade em conversar ao telefone porque faz falta o olhar, e essa falta a intimida; que não consegue terminar um curso universitário, ainda que estude como poucos; que se sente culpada por já ter viajado mais do que muitas das pessoas de sessenta anos que conhece; que não pode viver se não souber que, sim, vai poder passar aqueles três meses em NY; que adora roupa; que chora quando está no meio de uma multidão; que chora muito se esta multidão bate palmas; que tenta usar salto a todo custo e faz um plano de adaptação para poder, finalmente, calçar aquele 6″; que acha que arrogância é fraqueza de quem vê, de quem ouve, de quem é fraco mesmo; que morreria pra ter visto o charles mingus tocar; que adora a palavra ‘superior’; que tem medo de cachorro, mesmo que seja um yorkshire ou um poodle; que não vê razão pra ir ao cinema quando se pode locar; que fala inglês e fica tentando imitar os britânicos; que adora a alemanha mas tem preguiça de estudar alemão; que é mais francofílica que francófona; que tem pouca tolerância com o que é ruim…
etc.
etc.
etc.
a mesma.
mas não.
é esta.
outra?
e não é a mesma coisa.
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quarta-feira de cinzas
estava sonhando escrever aqui um post bem animado, sambado, deslumbrado e babado sobre o carnaval do rio de janeiro. porque, na verdade, sempre tive uma forte queda pela cena carnavalesca em lugares em que ela tem tradição. mas o fato é que noel rosa já nada mais é há muitos e muitos anos e hoje em dia ninguém se veste de pierrô nem se apaixona por colombina, e bloco de carnaval cool toca samba funkeado - isso quando não toca o tempo todo a mesma música, a própria, e se move va-ga-ro-sa-men-te, fazendo a gente se sentir dentro de um ônibus lotado tentando chegar à porta de saída antes que nossa parada fique para trás. além do mais, imaginava que o som da bateria faria verterem lágrimas dos meus olhos, mas era baixo e se perdia pela rua. valeu pela chance de vestir uma coroa prateada, de princesa mesmo, usar colar de havaiana e maquiagem de arabescos no rosto. impressionou a ausência absoluta de brigas, a famosa ordem no caos carioca. é certo que a falta é menos da realidade que da minha expectativa, como sempre é. está visto, teve bons momentos, mas acho que não volto mais. samba, suor e cerveja uma vez é o suficiente. mais samba, menos suor e igual número de cervejas continuam valendo.


