estava sonhando escrever aqui um post bem animado, sambado, deslumbrado e babado sobre o carnaval do rio de janeiro. porque, na verdade, sempre tive uma forte queda pela cena carnavalesca em lugares em que ela tem tradição. mas o fato é que noel rosa já nada mais é há muitos e muitos anos e hoje em dia ninguém se veste de pierrô nem se apaixona por colombina, e bloco de carnaval cool toca samba funkeado - isso quando não toca o tempo todo a mesma música, a própria, e se move va-ga-ro-sa-men-te, fazendo a gente se sentir dentro de um ônibus lotado tentando chegar à porta de saída antes que nossa parada fique para trás. além do mais, imaginava que o som da bateria faria verterem lágrimas dos meus olhos, mas era baixo e se perdia pela rua. valeu pela chance de vestir uma coroa prateada, de princesa mesmo, usar colar de havaiana e maquiagem de arabescos no rosto. impressionou a ausência absoluta de brigas, a famosa ordem no caos carioca. é certo que a falta é menos da realidade que da minha expectativa, como sempre é. está visto, teve bons momentos, mas acho que não volto mais. samba, suor e cerveja uma vez é o suficiente. mais samba, menos suor e igual número de cervejas continuam valendo.
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rio de janeiro, rio de janeiro
Outubro 7, 2008 · 2 Comentários
por isso, a ausência: rio de janeiro, elisa, leo, lapa, a bateção do samba ao vivo é outra coisa, quase chorei, ri muito também, a cidade é animada, as pessoas são simpáticas, festa, techno, um homem interessante, coconut?, chair?, finished? é isso que dá ser branca na praia de ipanema.